Se você é do tipo que recebe uma carta de vinho e pensa que está em grego ou, decorou alguns tipos de vinho e não consegue variar muito, acho que está na hora de fazer umas aulas sobre esse assunto.
É claro que você pode estudar sozinho, conversar com os amigos, fazer pesquisas na internet, participar de chats, mas nada se compara a estar ao lado de um
sommelier e aprender com degustação.
Eu estou falando em cursinho, algo simples que não vai fazer você sair achando que sabe tudo, mas pelo menos, explorando novos sabores.
A Argentina é o quinto produtor mundial de vinho e, se você está aqui passeando e aproveitando a gastronomia local, nada melhor que saber escolher um bom vinho. E essa escolha não está relacionada com o mais caro porque existem bons vinhos com preços variados.
Fiz um curso de quatro noites no
Aldos Vinoteca & Restoran com um grupo de amigos. Conhecemos um pouco sobre a história do vinho e algumas diferenças entre os principais tipos como espumante, frisante, rosé, branco, tinto e vinho para acompanhar sobremesas. Também sobre as principais uvas utilizadas na produção do vinho argentino. Para tinto são:
malbec,
cabernet sauvignon, bonarda, merlot, pinot noir e
syrah. E para vinho branco são
torrontés e
chardonnay.
Um detalhe interessante é que a maioria das pessoas pensa somente nos vinhos de Mendoza, que é a maior região produtora de vinho do país. Mas existem outras regiões com boas produções também. Cafayate, em Salta (uma província ao norte) é importante com relação a qualidade dos seus vinhos e não a quantidade. A razão disso é a variação do clima (noite e dia) e a pureza da água, favorecendo a produção de vinho tinto de sabor intenso. Em Neuquén e Rio Negro, na Patagônia, também são encontradas excelentes bodegas e, o clima da região é ideal para a produção de vinhos
Pinot Noir e
Merlot.
Falando um pouco de sabor...é uma verdadeira experiência! A sensação de sentir os aromas, tentar identificar se é madeira, flores, baunilhas, frutas vermelhas...é o máximo! Saborear e perceber a acidez na ponta da língua, a explosão de taninos e a mistura perfeita entre aroma e sabor.
Quando você prova um vinho ideal pensa logo no seu acompanhamento, afinal, todo bom vinho precisa encontrar a melhor preparação. Isso é a harmonização (
maridaje), ou seja, o equilíbrio perfeito entre vinho e comida, mas que pode ser pelo contraste ou pela semelhança.
Nós sempre temos algumas idéias sobre isso...vinho branco com peixe e vinho tinto com carne vermelha...mas é importante pensar como será a sua preparação e poder "ousar" um pouco mais. Saber qual o ingrediente principal, se os temperos são fortes ou suaves, o tipo de cocção ou o tipo de molho. Ou seja, não adianta muito escolher um vinho branco empregnado com o melhor aroma, para se perder em uma peixada "super hiper" condimentada.
Quais são os principais componentes do vinho? Teor alcoólico, a quantidade de tanino, sua acidez, o aúcar e os aromas. E o que dizer da sensação de saborear uma comida? Pode ser doce, salgada, azeda, ácida, amarga, picante, suave, quente, fria, macia, crocante...muito variado. Você deve então, identificar o que predomina nos "parceiros" e conseguir a melhor harmonia. É fácil? Claro que não...mas temos que começar a tentar porque o resultado é muito prazeroso.